domingo, 9 de junho de 2019

CLEÓPATRA VII - A MAIS FAMOSA


Imagem 06: Theda Bara como uma Cleópatra branca em filme de 1917. Reparem nos criados negros. Imagem via Wikimedia Commons pelo link <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cleopa tra_7_LC.jpg>, acessado em 21 de junho de 2018 às 22h10m.


O GRANDE ENIGMA: A COR DE CLEÓPATRA (Parte 04)
Por mais de 2000 anos Cleópatra foi um mistério, um enigma e uma fonte de curiosidade para escritores e historiadores, professores e estudantes.
Apesar disso, a questão de sua identidade racial tornou-se tema de debate há relativamente pouco tempo (IMAGEM 06).
A comunidade afro-americana em particular gostaria de poder considerar Cleópatra como uma "irmã", e não é de estranhar que venha reivindicando os possíveis genes africanos da soberana egípcia.
Que grupo humano não seria orgulhoso de contar entre seus antepassados históricos com uma mulher forte, inteligente, astura e poderosa? Mas, vamos aos fatos.
Infelizmente, não existe suficiente informação para provar de forma contundente se Cleópatra era ou não egípcia de origem africana.
Sabemos que seu pai, Ptolomeu XII Auletes, era de origem grega por linha paterna, mas desconhecemos a procedência da mãe.
Até então, a dinastia dos Ptolomeus havia mantido a pureza greco-macedônia da linhagem. A mãe de Auletes, a avó de Cleópatra, foi possivelmente uma concubina da corte ptolomaica.
Porém, não existe dado algum sobre sua aparência, o que deixa aberta a possibilidade de que fosse uma mulher de pele negra.
A história também não nos revelou a identidade da mãe de Cleópatra, a mulher que deu três ou, mais provavelmente, quatro filhos a Ptolomeu XII Auletes.
É possível que ela também fosse uma cortesã, talvez de origem africana pura. Cleópatra foi a primeira da linhagem dos faraós ptolomaicos a aprender o idioma egípcio e a se identificar plenamente com a cultura do país, possivelmente devido à influência da avó e da mãe.
Nenhum dos historiadores romanos que registrou os acontecimentos de sua época mencionou a raça ou a cor de Cleópatra; cabe aqui supor que algum deles haveria feito menção se a soberana fosse negra e, portanto, diferente de seus predecessores.
Ao longo dos séculos foram conservadas várias imagens de Cleópatra, sobretudo em moedas e bustos (o site Scala Archives oferece uma variedade de imagens da rainha).
Evidentemente, não podemos deduzir a cor da pele a partir destes elementos e temos que nos conformar com seus traços físicos. Cleópatra não era uma mulher de beleza deslumbrante; suas feições eram duras, com um nariz um tanto protuberante. Era negra? A resposta é talvez, mas nunca saberemos disso com certeza.

CONTINUA

Um comentário:

  1. Seja muito benvinda, Luise! Ja conheço alguns de teus textos de otima qualidade no Facebook. Agora terei oportunidade extra de ler aqui tambem!! Que vc se divirta muito aqui. Vc é guerreira mesmo. Vc nao pensa em investir na Baixa Epoca/ Renascença Saita, faz uma boa ligacao com o sincretismo de deuses da era ptolomaica.Afinal, os egipcios e fenicios ensinaram os gregos pos-micenicos a ser gente. Eu leria com avidez um texto teu sobre esta epoca. Ass: klausprovenzano@hotmail.com

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